A avaliação da qualidade no ensino superior do Turismo no Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18472/cvt.26n1.2026.2283

Palavras-chave:

Educação Superior do Turismo, Avaliação educacional, Qualidade no ensino superior, Indicadores de desempenho, Turismo

Resumo

Este artigo aborda a avaliação da qualidade no ensino superior do Turismo no Brasil, com ênfase nas concepções de qualidade, nas práticas institucionais e nos sistemas avaliativos que orientam a formação acadêmica na área. Observa-se que os mecanismos de avaliação vigentes influenciam diretamente a organização curricular, as práticas pedagógicas e a formação profissional em Turismo. O objetivo do estudo é examinar como as práticas avaliativas e os instrumentos institucionais têm sido operacionalizados em tais cursos, bem como seus impactos na formação profissional. Metodologicamente, trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa que analisa produções acadêmicas, normativas e documentos institucionais relacionados ao tema. Os resultados evidenciam que os sistemas avaliativos privilegiam indicadores quantitativos e padronizados,
que nem sempre capturam as especificidades do Turismo. Conclui-se que há uma dissociação entre os instrumentos de avaliação e as práticas formativas efetivamente desenvolvidas, o que limita a capacidade desses sistemas de promover uma formação crítica, contextualizada e socialmente comprometida no ensino superior em Turismo.

Referências

Acerenza, M. A. (2000). Administración del turismo: Conceptualización y organización. Trillas.

Adorno, T. W. (2000). Educação e emancipação. Paz e Terra.

Albuquerque, F. de A. M. (2013). Trajetória histórica dos cursos superiores de turismo em Belo Horizonte (1974–2012): Entre o determinismo do mercado e a crise da formação profissional [Tese de doutorado, Universidade Federal de Uberlândia].

Ansarah, M. G. dos R. (1995). Educação e formação do bacharel em turismo. Turismo em Análise, 6(1), 44–64.

Ansarah, M. G. dos R. (2002). Formação e capacitação do profissional em turismo e hotelaria: Reflexões e cadastro das instituições educacionais no Brasil. Aleph.

Ansarah, M. G. dos R., & Rejowski, M. (1996). Panorama do ensino em turismo no Brasil: Graduação e pós-graduação. Turismo em Análise, 7(1), 36–61.

Barretto, M. (1991). Planejamento e organização em turismo. Papirus.

Barretto, M., Tamanini, E., & Silva, M. I. da. (2004). Discutindo o ensino universitário de turismo. Papirus.

Beni, M. C. (2002). Análise estrutural do turismo (7ª ed.). SENAC.

Botelho, L. L. R., Cunha, C. A., & Macedo, M. (2011). O método da revisão integrativa nos estudos organizacionais. Gestão e Sociedade, 5(11), 121-136. Disponível em: https://ges.face.ufmg.br/index.php/gestaoesociedade/article/view/1220. Acesso em: 27 mar. 2026.

Brasil. Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas Educacional Anísio Teixeira (INEP). (2020). Cine Brasil. Disponível em: https://www.gov.br/inep/pt-br/acesso-a-informacao/perguntas-frequentes/cine-brasil. Acesso em: 29 mar. 2025.

______. (2019). Manual para classificação de cursos de Graduação e sequenciais: CINE Brasil 2018. Brasília: Inep, 2019.

Brasil. MEC. (2025). Cadastro Nacional de Cursos e Instituições de Educação Superior Cadastro e-MEC. 2025. Disponível em: https://emec.mec.gov.br/. Acesso em: 10 mar. 2025.

______. (2016). Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia. 3ª ed. 2016. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=44501-cncst-2016-3edc-pdf&category_slug=junho-2016-pdf&Itemid=30192. Acesso em: 15 out. 2024.

______. (2023). Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Disponível em: http://portal.mec.gov.br/component/content/270-programas-e-acoes-1921564125/sinaes-2075672111/12303-sistema-nacional-de-avaliacao-da-educacao-superior-sinaes. Acesso em: 27 jan. 2025.

Brasil. Ministério da Educação. CNE. (2001). Parecer CNE/CES nº 436, de 2 de abril de 2001. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES0436.pdf. Acesso em: 07 dez. 2024.

______. (2006). Resolução CNE/CES nº 13, de 4 de novembro de 2006. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/rces13_06.pdf. Acesso em: 07 dez. 2024.

______. (2019). Resolução CNE/CP nº 2, de 20 de dezembro de 2019. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/docman/dezembro-2019-pdf/135951-rcp002-19/file. Acesso em: 07 dez. 2024.

Carbone, P. P., et al. (2005). Gestão por competências e gestão do conhecimento. FGV.

Cardozo, P. F., & Puh, M. (2022). Como o turismo faz para ensinar? Turismo étnico paranaense e suas ações educativas. Educação em Revista, 38.

Catramby, T. C. V., & da Costa, S. R. R. (2005). Estudo de caso sobre a capacitação docente na área de turismo no Estado do Rio de Janeiro. Caderno Virtual de Turismo, 16, 21–38.

Cordeiro AM, Oliveira GM, Renteria JM, Guimarães CA, GERSRio. (2007). Revisão sistemática : Uma revisão narrativa. Rev Col Bras Cir. [periódico na Internet] 2007; 34(6). Disponível em: https://www.scielo.br/j/rcbc/a/CC6NRNtP3dKLgLPwcgmV6Gf/?format=html&lang=pt. Acesso em: 27 mar. 2026.

De la Torre, O. (1992). El turismo, fenómeno social. Fondo de Cultura Económica.

Fonseca Filho, A. S. (2007). Educação e turismo: Reflexões para elaboração de uma educação turística. Revista Brasileira de Pesquisa em Turismo, 1(1), 5-33.

Freire, P. (2002). Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 25. ed. São Paulo: Paz e Terra.

Freire, P. (2007). Educação e mudança. 30. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Fuster, F. (1974). Introducción a técnica y teoría del turismo (4ª ed.). Nacional.

Goeldner, C. R., Ritchie, J. R. B., & McIntosh, R. W. (2002). Turismo: Princípios, práticas e filosofias (8ª ed.). Bookman.

Hoener, J., & Sicart, C. (2003). La science du tourisme: Précis franco-anglais de tourismologie. Balzac.

Lara, L. F. (2010). O ensino da administração nos cursos de Turismo no Brasil e a formação do Turismólogo. Turismo: Visão e Ação. v.12, n.3, p. 277-298, set-dez-2010.

Leal, S. R., Panosso Netto, A., & Trigo, L. G. G. (2012). Tourism education and research in Brazil. In: G. Lohmann & D. Dredge (Orgs.), Tourism in Brazil: Environment, management and segments (pp. 173–188). Routledge.

Marques, S., & Oliveira, T. (2016). Educação, ensino e docência: Reflexões e perspectivas. Reflexão e Ação, 24(3), 189–211.

Matias, M. (2002). Turismo: Formação e profissionalização - 30 anos de história. Manole.

Matias, M. (2022). Turismo: 50 anos dos cursos de graduação no Brasil. Paco.

Moletta, V. F. (2000). Qualidade nos serviços turísticos (Série Produto Turístico; 2). SEBRAE.

Niquini, W. T. R., & Brusadin, L. B. (2013). O ensino superior em turismo: Humano ou mercado? Turydes: Revista Turismo y Desarrollo Local, 6(14).

Oliveira, L. F. M. (2025). Ensino Profissional Em Turismo E A Educação A Distância: Reflexões Sobre O Ensino Por Competências Na Qualificação De Guias De Turismo. Revista Educação e Ciências Sociais, [S. l.], 7 (13), 03–23. Disponível em: https://www.revistas.uneb.br/cienciassociais/article/view/21015. Acesso em: 23 mar. 2026.

Organização Mundial do Turismo. (2001). Introdução ao turismo. Roca.

Paiva, M. das G. de M. V. (1995). Sociologia do turismo (9ª ed.). Papirus.

Panosso Netto, A. (2009). Filosofia e Epistemologia do Turismo. In: Panosso Netto, A.; Trigo, L. G. G. Cenários do Turismo Brasileiro. São Paulo: Aleph.

Panosso Netto, A., & Trigo, L. G. G. (2003). Reflexões sobre um novo turismo: Política, ciência e sociedade. Aleph.

Rejowski, M. (1996). Turismo e pesquisa científica: Pensamento internacional x situação brasileira. Papirus.

Rejowski, M., Ferro, R. C., & Sogayar, R. L. (2022). Pós-graduação em turismo, hospitalidade e lazer no Brasil: Da consolidação dos mestrados à emergência dos doutorados. Revista Brasileira de Pesquisa em Turismo, 16, e-2217.

Robbins, D. (2008). Garantia de qualidade. In: D. Airey & J. Tribe (Orgs.), Educação internacional em turismo (C. Szlak, Trad.). Editora Senac São Paulo.

Rother, E. T. (2007). Revisão sistemática X revisão narrativa. Acta Paulista de Enfermagem, 20(2), 5-6. Disponível em: https://acta-ape.org/en/article/systematic-literature-review-x-narrative-review/. Acesso em: 27 mar. 2026.

Roque, G. O. B. (2012). Uma proposta de avaliação da qualidade da educação superior a distância. [Tese de doutorado, Universidade Federal do Rio de Janeiro].

Saviani, D. (2007). Trabalho e educação: Fundamentos ontológicos e históricos. Revista Brasileira de Educação, 12(34), 152-180.

Severino, A. J. (2016). Metodologia do trabalho científico (24ª ed., rev. e atual.). Cortez.

Silveira, C. E., Medaglia, J., & Gonçalves Gândara, J. M. (2012). Quatro décadas de ensino superior de turismo no Brasil: Dificuldades na formação e consolidação do mercado de trabalho e a ascensão de uma área de estudo com efeito colateral. Turismo - Visão e Ação, 14(1), 6–18.

Solha, K. T. (2002). Evolução do turismo no Brasil. In: M. Rejowski (Org.), Turismo no percurso do tempo. Aleph.

Trigo, L. G. G. (2000). A importância da educação para o turismo. In: B. H. G. Lage & P. C. Milone (Orgs.), Turismo: Teoria e prática. Atlas.

Trigo, L. G. G. (2015). Regulamentação profissional em turismo: Um erro histórico. Revista Turismo: Estudos e Práticas, 4(2), 96-106.

Ueno, G., Czajkowski, A., & Hernandes C. A. Transformações no Ensino de Turismo: a expansão da EaD e a formação profissional (2025). Revista Brasileira Dos Observatórios De Turismo – ReBOT, 4 (1), Redes colaborativas no turismo. Disponível em: https://periodicos.apps.uern.br/index.php/ReBOT/article/view/7207. Acesso em: 23 mar. 2026.

World Tourism Organization (UNWTO). (1997). An Introduction to TEDQUAL: a methodology for quality in tourism education and training. Madrid, Spain: World Tourism Organization, 1997. Disponível em: https://sete.gr/files/Media/Ebook/110304_An%20Introduction%20to%20Tedqual%20%20A%20Methodology%20for%20Quality%20in%20Tourism%20Education%20and%20Training.pdf. Acesso em: 20 abr. 2025.

Downloads

Publicado

30.04.2026

Como Citar

Melo, S. M. C. de, & Machado, N. T. G. (2026). A avaliação da qualidade no ensino superior do Turismo no Brasil . Caderno Virtual De Turismo, 26(1), 74–93. https://doi.org/10.18472/cvt.26n1.2026.2283

Edição

Seção

Artigos originais