O turismo comunitário como desafio ao desenvolvimento sustentável: o caso da Resex do Batoque, Aquiraz/CE

Autores

  • Paulo Nicholas Mesquita Lobo Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, CE, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.18472/cvt.17n2.2017.1076

Palavras-chave:

Turismo comunitário, Desenvolvimento sustentável, Batoque

Resumo

O principal objetivo deste estudo é analisar o turismo comunitário e sua gestão participativa como uma estratégia para se alcançar a sustentabilidade. Baseado nos pressupostos teóricos de Sen (2000) para o desenvolvimento e Veiga (2010) para a sustentabilidade, foi escolhida como estudo de caso uma entre 13 comunidades cearenses que realizam o turismo comunitário: a Reserva Extrativista do Batoque, situada no litoral leste do Ceará. Foram utilizados questionários semiestruturados aplicados em entrevistas realizadas entre maio e julho de 2014 com 62 famílias, com proprietários de equipamentos turísticos e com lideranças relacionadas à atividade. A partir dos resultados concluiu-se que o distanciamento das ações previstas em teoria, seguindo as bases conceituais definidas pelo LTDS (UFRJ, 2011), em relação às ações aplicadas na prática, não possibilita um caráter sustentável ao turismo comunitário desenvolvido no Batoque. A gestão precária, frágil articulação e participação popular no processo decisório, hegemonia de interesses privados, entre outros, dificultam uma melhor geração e distribuição de renda, formação de arranjos produtivos e mesmo uma melhor conservação do ambiente local.

Biografia do Autor

Paulo Nicholas Mesquita Lobo, Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, CE, Brasil

Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Ceará com um período sanduíche no Mestrado em Geografia Humana - planeamento e ordenamento do território, pela Universidade de Coimbra.

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Publicado

2017-12-08

Edição

Seção

Artigos originais