Histórico do periódico

Fase 1 – Primórdios do CVT (2001 a 2005)

O CVT surge a partir da necessidade de dar vazão à recente produção científica na área de turismo, por parte de pesquisadores vinculados ao Instituto Virtual de Turismo do Rio de Janeiro (IVT). O IVT foi um projeto coordenado pelo LTDS e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa (FAPERJ), com a finalidade de formar uma rede consolidada de pesquisadores de múltiplas áreas de conhecimento, que com sua atuação científica, colaboravam para adensar a reflexão sobre turístico como via para o desenvolvimento social no Brasil, a partir de suas relações com a cultura, ambiente, as instituições, a sociedade e o território. 

Nos seus primeiros anos, o CVT era abrigado no IVT, quando o periódico buscava afirmação e, com periodicidade trimestral, o conteúdo produzido pela equipe de pesquisadores do IVT ou encomendados a pesquisadores vinculados à rede promovida pelo Instituto.

Com o passar dos anos, novas plataformas informacionais surgiram, e o CVT assumiu maior destaque no meio acadêmico frente ao IVT, sendo reconhecido pelo o valor do conteúdo científico publicado no periódico e, aos poucos, foi crescente o índice de submissões de trabalhos para avaliação no periódico visando sua publicação. O processo editorial do CVT não contava com a avaliação por pares e todos os artigos eram selecionados pelo comitê editorial, formado essencialmente por pesquisadores vinculados ao IVT.

Fase 2 – Reestruturação 

Em 2006 foi implementado a primeira versão do Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER), disponibilizado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), e reformulou-se todo o fluxo editorial (desde a submissão dos originais até a publicação). O CVT foi primeiro periódico brasileiro dedicado à temática do turismo a adotar o sistema de Acesso Livre ao conteúdo proposto pelo projeto canadense Public Knowledge Project, da University of British Columbia. Com isso o periódico deu um salto de qualidade em sua produção. 

Em 2007, dando continuidade à qualificação dos processos editoriais foi implementado o sistema de dupla avaliação cega por pares (double blind peer-review). E após ampla pesquisa nas bases de dados do CNPq (Plataforma Lattes e Diretórios de Grupos de Pesquisa), cerca de 150 profissionais em todo o Brasil foram identificados com potencial para compor o corpo de pareceristas. Desse universo, 97 aceitaram o convite como pareceristas. Ainda em 2007, ampliou-se o Comitê Editorial incorporando pesquisadores internacionais. Em virtude da adoção do novo sistema de avaliação dos manuscritos passou-se a adotar uma periodicidade quadrimestral.

Fase 3 – Indexações e nova versão do SEER

Nos anos subsequentes investiu-se na indexação do periódico nas bases de dados internacionais. De início, cadastrando o CVT em diretórios dedicados a periódicos de acesso livre, em seguida, ampliando para os indexadores nacionais e internacionais mais conceituados. 

Em 2011, mais uma reformulação com a implementação da nova versão do Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER). Com isso todo o processo editorial do CVT passou a ser informatizado. Assim, toda a comunicação entre editor, avaliadores, diagramadores e autores passou a ser realizada por dentro de sistema, registrando passo-a-passo o histórico de cada original submetido.

Fase 4 – Abertura a parcerias 

No ano de 2016, iniciou-se um novo e importante ciclo na gestão do periódico, a parceria com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) visando atender a duas demandas estratégicas do periódico. A primeira diz respeito à melhoria da produção editorial. Por meio a Editora IABS, o Instituto passou a disponibilizar profissionais qualificados para a realização dos processos de revisão, normatização e diagramação. Nesse período iniciou-se uma crescente ampliação da participação de programas de pesquisa de outras universidades afins à temática vigente, como o Programa de Pós-Graduação em Turismo da Universidade Federal Fluminense (PPGTur/UFF), seguida das participações de pesquisadores vinculados ao Departamento de Turismo e Patrimônio (DETUR) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), e também pesquisadores do Departamento de Administração e Turismo (DAT) e do Programa de Pós-graduação em Práticas em Desenvolvimento Sustentável (PPGPDS) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Assim, o CVT mantém sua marca identitária, que é o diálogo entre diferentes campos de saber e diversas instituições. 

Na atualidade o CVT reafirma e formaliza sua vocação de atuação em rede de pesquisadores em diferentes instituições, que visa ao fortalecimento mútuo e potencializa o alcance das ações.